Alteridade

23/03/2018

Oi, gente! Como vocês estão? 
Você já prestou atenção que às vezes queremos moldar o outro, colocá-lo numa caixinha? Quando queremos que o outro escolha o que a gente quer e tudo o que seja contrário ao nosso querer, rejeitamos e não consideramos? Este tipo de atitude é limitante, opressora e coloca o outro ser humano dentro de uma caixa. Precisamos aprender mais sobre alteridade. Sim, isso mesmo, alteridade.
Lembro como fiquei impactada e maravilhada quando meu professor trouxe este conceito para a sala de aula, ele significa numa perspectiva mais voltada para a psicologia, em que precisamos aprender que o querer do outro nem sempre é o nosso querer e que o outro é tão livre quanto você para fazer escolhas e ter seus próprios quereres. Respeitar o querer do outro é importante, é fundamental para convivências/relacionamentos saudáveis.
Acredito que a maioria das pessoas, se não todas, já se sentiram frustradas ou tristes e até bem raivosas por esperar que o outro escolhesse o que queria e isso não aconteceu. Parece que esquecemos que o outro tem suas próprias vontades e que ele não tem obrigação de suprir as nossas expectativas, ainda mais aquelas que nem são ditas. Um comportamento bem comum nosso é esperar algo de outras pessoas que nem mesmo comunicamos, como se o outro tivesse uma bola de cristal ou fosse vidente, ou lesse mentes e por aí vai. Muitas das nossas decepções são por expectativas não ditas, por esperarmos que as pessoas agissem como nós se estivéssemos no lugar delas, mas não é assim que as coisas funcionam. Eu sei que na prática é bem complicadinha essa questão, mas é algo realmente que precisamos aprender e que vai poupar bastante sofrimento ou pelo menos aprendermos a lidar com as angústias, frustrações, de expectativas não supridas, sem culpabilizar o outro por causa disso. 
Voltando para a alteridade, é importante que respeitemos o querer da outra pessoa e saber que TUDO BEM o querer dela não ser o mesmo que o seu e TUDO BEM o seu querer não ser o mesmo que o dela. Compreender essa questão faz com que o outro se sinta mais livre, mais leve e mais aberto para ser. Nós somos seres relacionais, certo? Certo. Então não podemos esquecer também da importância do diálogo dentro dessa questão da alteridade. Em determinadas decisões que ambos precisam escolher ou o grupo precisa escolher, cada um tem suas opiniões, quereres, palpites, logo, o consenso, o acordo torna-se essencial, nunca esquecendo que o processo de escuta não pode ficar de fora, escuta mesmo, atenta, aquela escuta que valoriza o que o outro está dizendo. 
Por fim, algo que vale ser ressaltado é sobre nós valorizarmos o querer do outro. Não é porque ele deseja/quer algo diferente de você, que o querer dele seja menos importante que o seu e que não precisa ser reconhecido e valorizado, além de que nem sempre o que você acha melhor para o outro, de fato é. 


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