Tristão e Isolda

29/03/2018





Título: Tristão e Isolda
Autora: Helena Gomes
Editora: Berlendis & Vertecchia Editores
Número de páginas: 231
Sinopse: Esta é uma das mais belas histórias de amor e aventura de todos os tempos. Suas origens se perdem no tempo e remontam às narrativas orais dos povos celtas. A história desse amor intenso e proibido entrou definitivamente para a literatura quando, no século XII, foi escrita em forma de poesia. Diversos autores a trataram: Thomas, Béroul, Gottfried de Estransburgo, Bédier, entre outros. Helena Gomes nos apresenta aqui sua versão criteriosa, contemporânea e instigante, feita a partir dos textos originais.



RESENHA


Helena Gomes nos traz uma adaptação ainda mais fantástica e juvenil. Narrado em terceira pessoa, conhecemos nosso belo e inteligente Tristão de Lyonesse, que com o assassinato do pai, Rivalen, e a morte da mãe, Brancaflor, depois de dar a luz ao filho, acaba sendo adotado pelo amigo do rei: Rohalt, que amava Tristão da mesma forma como amava seus outros filhos. 
- Aguente firme, mestre - disse Tristão. - Tempestades assim duram bastante.
E aquela foi uma das piores que atacaram a região de Lyonesse. Apavorado, Gorvenal não parava de rezar a seus deuses pagãos. O menino, que era cristão, sabia que seu Deus não os abandonaria. E, firme em seu papel de profeta, encarava o comandante do navio sempre que este, no meio do caos, olhava para ele, tomado pelo desespero.

Acompanhamos parte do crescimento de Tristão, que com a ajuda de seu mestre, com quem aprendia a se tornar um cavaleiro, Governal, enfrenta aventuras jamais esperadas e imaginadas. Por conta de uma confusão, o menino e seu mestre acabam remando até uma praia e essa pertencia a Tintagel, reino de seu tio Mark.
Depois de umas mentiras aqui e ali, Mark descobre que o garoto é, na realidade, seu sobrinho e herdeiro do trono de Lyonesse e Cornualha. Após a descoberta da verdadeira identidade de Tristão, o livro passa a narrar a juventude do personagem, que enfrenta, como a maioria dos jovens, a insegurança e suas desobertas num geral.
Com as invasões e a rivalidade com os povos irlandeses, Tintagel é um dos reinos que, para proteger-se da violência e uma possível guerra, pagava tributos à Irlanda, que sempre vinha buscar em um determinado período. Mas, infelizmente, dessa vez um dos reis irlandeses, Gurmun, tinha outros planos: exigiu que não só pegassem o tributo anual, mas também avisassem que esperavam para o dia seguinte a presença de 300 crianças no navio de Marhaus, cunhado do rei irlandês e um gigante "indestrutível". Tristão, inconformado com tamanha ousadia e injustiça, desafia o tal gigante...
- O senhor foi treinado para enfrentar dragões - disse Gorvenal, com um tapinha camarada nas costas do rapaz. - O que é combater um simples gigante perto disso, não é mesmo?
Após a árdua batalha, Tristão fica muito doente, e sem esperanças de continuar vivo, pega um bote e com sua harpa (que era de sua mãe) abandona-se no mar, deixando levá-lo para um novo caminho ou quem sabe, para descansar em paz. Contudo, é aí que ele conhece Isolda, uma garota especial e amorosa. Isolda e sua serva, Brangien, fazem o possível para ajudar Tristão a se recuperar dos graves cortes e aí começam novas aventuras e claro, novos amores.
Por se tratar de uma lenda celta, temos muito a questão mágica envolta do enredo, principalmente em relação a Isolda e parte de sua família. 
Eu nunca li o clássico Tristão e Isolda antes, só tinha assistido ao filme de 2006 (e lembro que fiquei revoltada, mas sou apaixonada por ele rs), então essa é a minha primeira leitura de uma das adaptações (versões) do clássico celta.
Eu gostei muito! A escrita de Helena Gomes é incrível e me prendeu bastante durante a leitura. O amor sofrido (muito sofrido, por sinal) de Tristão e Isolda é, com toda certeza, pura poesia e eu sofri junto com os personagens.


É um livro maravilhoso que nos leva a imaginar e visitar belas paisagens e batalhas sangrentas. Que nos apresenta um amor tão puro entre dois jovens que, por conta de escolhas e pessoas ruins no meio do caminho, vivem um amor proibido e que lutam por liberdade. Compreendi certas atitudes dos protagonistas, pois se trata de adolescentes, então a birra e a falta de um diálogo claro é uma característica que deve ser compreendida no livro.
A obra também traz assuntos relevantes que estão sendo bem discutidos nessa geração, como por exemplo, a objetificação da mulher e a insegurança, ansiedade que os jovens estão vivendo.
- Haverá um momento em que as mulheres não serão mais tratadas como objeto, a não ser que desejem ser tratadas assim - disse a rainha, aproximando-se da filha.
Uma ótima leitura e que me trouxe uma bela reflexão: o amor é a chave para tudo.
A edição está perfeita! Não encontrei erros e como vocês já sabem (quem segue o perfil no instagram) eu amo ilustrações, e as desse livro estão encantadoras. Realmente a diagramação está incrível!






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