Indeterminados

12/04/2018


Oi, gente! Como vocês estão? Eu tenho refletido já há um tempo sobre como temos a mania de definir as pessoas, nos tornando assim pessoas muito críticas e apontadoras de dedo, nos colocando como juízes da vida alheia.  Bora lá conversar um pouco sobre isso?

Depois de estudar sobre um filósofo, que particularmente acho incrível, principalmente depois que se compreende o que ele está querendo dizer, chamado Martin Heidegger, percebi o quanto nós limitamos e determinamos as pessoas, o quanto rotulamos que o outro é isso ou aquilo por ele ter agido de uma determinada maneira, sem nem ter conhecimento sobre o estado, o contexto e outros fatores que podem ter levado a pessoa a agir de tal forma. Heidegger vai dizer que nós somos sendo, nós somos seres de possibilidades, seres lançados no mundo. Nós não somos seres prontos, determinados, nós estamos em construção. Nos constituímos a partir da nossa existência, a partir de nossas vivências. 

Fiquei pensando em quanto somos duros uns com os outros e o quanto gostamos de definir quem é a pessoa pelo modo como ela se portou em um dado momento e isso é reduzir a outra pessoa. Por exemplo, Juliana foi grosseira com Bernardo e o mesmo ficou com essa imagem dela gravada na mente e sempre se referia a ela como "Juliana é grosseira", mas ele não sabia que naquele dia ela tinha brigado com o namorado e estava muito triste. Quando entendemos a questão de que nós não somos, mas estamos podendo ser isso ou aquilo, passamos a compreender melhor não só os outros, mas a nós mesmos. Juliana estava podendo ser grosseira isso não significa que ela seja, pois ela pode não ser em outro momento. Parece confuso? É... mais ou menos, mais ou menos, mas depois que se entende isso, uma explosão de luz acontece dentro de você.

O que precisamos entender é que nós não somos seres estáticos, nós mudamos, nos transformamos e muitas vezes levantamos barreiras enormes entre nós e as pessoas por ter uma ideia fixa de que fulano é assim ou assado, por causa de uma situação X e não nos permitimos em dar uma abertura para a pessoa se apresentar novamente. Nós somos seres em situação, pois é em situação que nos conhecemos, que conhecemos as pessoas. Juliana não é grosseira, ela está podendo ser/ ela está sendo. Bernardo não é impaciente, ele está sendo impaciente. Eu não sou preguiçosa, eu estou sendo preguiçosa. Segundo Heidegger, querer é poder. No sentido de que se queremos mudar algo, nós podemos. A partir do momento que você quiser deixar de ser ciumenta, por exemplo, você pode! Ele não diz que é fácil, mas como somos seres de possibilidades, você tem a possibilidade de não ser ciumenta e isso é uma escolha exclusivamente sua. 

Bem, o que estou querendo trazer é que vamos tentar não determinar e rotular as pessoas, as reduzindo a uma situação. Sejamos menos duros uns com os outros e busquemos compreender, mesmo que às vezes seja difícil, afinal, nós somos seres humanos em aperfeiçoamento, não é mesmo? O importante é sabermos que não nascemos prontos, determinados, estáticos, nós somos seres em constante construção, fluxo e dinâmicos. Somos indeterminados. 



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