Oníria (#1 O Reino dos Sonhos)

08/04/2018




Título: Oníria - O Reino dos Sonhos
Autora: B. F. Parry 
Editora: Verus editora 
Número de páginas: 251
Sinopse: Existe um mundo de cuja existência ninguém suspeita. Um lugar, porém, para onde todos nós viajamos a cada noite. Um universo em que tudo é possível. Oníria, o Reino dos Sonhos. Eliott, de doze anos, aparentemente é um menino como outro qualquer. Até o dia em que sua avó lhe dá uma ampulheta mágica que lhe permite viajar a um mundo tão incrível quanto perigoso: Oníria, o Reino dos Sonhos. Um mundo onde milhares de personagens e universos ganham vida, assim como as coisas mais loucas e assombrosas sonhadas todas as noites pelos seres humanos. Um mundo no qual o espírito do pai de Eliott, mergulhado em um sono misterioso, estaria preso há vários meses. Estudante comum de dia, mas um poderoso Criador à noite, Eliott pode fazer aparecer tudo o que deseja pelo simples e imenso poder de sua imaginação. Explorando Oníria para salvar seu pai, Eliott se verá confrontado com seu extraordinário destino: ele descobrirá que é o Enviado, encarregado de salvar o reino, ameaçado pela sangrenta revolução dos pesadelos. (livro cedido pela Verus)


RESENHA

No prólogo somos apresentados sete anos antes do ano atual, com um Eliott Lafontaine aos cinco anos de idade, tendo pesadelos e medo de morrer dormindo como a mãe, Marie, que falecera muito jovem. Eliott só conseguia dormir com a ajuda da avó, Louise, mais conhecida como Mamilou. A avó o ajudava a sempre escapar dos pesadelos frequentes, ajudando-o a entender que ele tinha e tem o poder de criar o que quisesse, e isso também se aplicava a combater seus pesadelos e encontrar os pontos fracos deles, conseguindo dormir com mais calma. Com as investidas de Christine, madrasta de Eliott, ela convence o esposo, Philippe Lafontaine e a Mamilou, a levar Eliott para um psiquiatra infantil para tratar o seu distúrbio (a hipnofobia, o medo de dormir), pois com a chegada das gêmeas, as meias-irmãs do menino (Chloé e Juliette), a situação só ficaria pior.  
A primeira vez em que Eliott tivera uma crise, parte do passado dela ressurgira. Ela se lembrou daquela época distante: como encontrara, como curara; como sua vida havia virado de ponta-cabeça no dia em que ele lhe deu a ampulheta, no dia em que foi lá pela primeira vez...
Mamilou tinha um segredo, mas nunca contou nada para o falecido esposo ou para seu filho, Philippe, mas ela tinha planos e isso envolvia o neto! Confesso que fiquei surpresa por Mamilou ser a principal chave para chegarmos nas respostas que procuramos durante a leitura, eu não esperava que ela fosse tão importante rs Mas, Mamilou surpreendeu e me faz querer abraçá-la com força, sério!  
Então, Eliott agora está com doze anos, está passando por problemas no colégio, pois em sua maioria acaba dormindo nas aulas e sonhando com vários personagens que ele mesmo cria, acabando por virar a piada dos colegas de classe, até mesmo dos professores, um em especial e que me irritou bastante! Mas, tudo isso não é em vão, pois Philippe Lafontaine está em coma e há meses não há resultados que comprovem o que o homem tem, deixando a família, principalmente Mamilou e Eliott, além das gêmeas, com o coração na mão. Uma personagem que me deixou bastante irritada foi a Christine, que só pensa em si e me levou a refletir que o comportamento dela, que é tão comum hoje em dia. O egoísmo e a vida baseada no trabalho a impede de enxergar a realidade, além de que ela ignora e despreza o pobre Eliott desde que se casara com o pai do menino. Até as gêmeas que são filhas dela não são tratadas com amor. 
Um dia, quando estivesse pronto, era para ele que daria a ampulheta. Com aqueles exercícios, além de ajudá-lo a dominar seus medos, ela começava a iniciá-lo...

Eliott tornou-se um adolescente rebelde e que sempre se questionava o que aconteceu com sua mãe, já que morrera dormindo e nenhuma doença tinha. Além de se torturar pelo pai continuar em coma e internado no hospital. Com inimigos no colégio, Eliott não achava que algo poderia fazer sua vida mais "tronxa", porém, ele estava enganado. Quando uma circunstância faz com que Mamilou saia do apartamento onde eles viviam, ela não perde tempo e precisa conversar com o neto, pois ela sabe o que está fazendo com que o filho continue em coma e tendo crises (gritando, etc). Eliott é um personagem que me surpreendeu a cada novo capítulo, ele age com tanta consciência e é tão maduro que me fez admirá-lo muito. A luta dele para poder achar o famoso Mercador de Areia no Reino dos Sonhos (em Oníria) e salvar o pai, me emocionou muito, principalmente quando ele teve a convicção de que não desistiria e é claro que várias situações fazem com que ele queira desistir, mas ele persiste! As aventuras são incríveis, eu fiquei toda empolgada desde o primeiro parágrafo e nada me decepcionou. Como é o primeiro livro, o final me deixou muito curiosa para ler os próximos lançamentos e roendo as unhas de ansiedade! 
- Claro - confirmou Farjo, estufando o peito. - Para a maioria das pessoas, isso é impossível, o lugar é muitíssimo bem vigiado. Mas, para mim, o ilustre Farjo, rei da transformação, é brincadeira de criança, moleza, mamão com açúcar, elementar-meu-caro-Watson. Entro lá na maciota, que nem um fantasma, invisível...
A partir do dia em que Eliott visita Oníria pela primeira vez, muitos personagens são apresentados. Mas, o que focamos são os futuros amigos de Eliott: Farjo, um macaco que pode transformar-se em qualquer animal; Katsia, uma aventureira; Aanor, a princesa de Oníria; e outros que me deixaram com um pé atrás, pois em Oníria você não pode, realmente, confiar em qualquer pessoa (ou monstro). 
Aanor acredita que Eliott é o Enviado para salvar Oníria, que está um caos, o que espantou Mamilou, que em sua época pesadelos e sonhos viviam em paz no Reino dos Sonhos. Pesadelos são presos em Efialtis -- injustamente, e isso tem o dedo de um personagem que me dá nos nervos e eu já desconfiava --, e isso está causando a revolução, guerras e muitas confusões. Bom, não vou falar muito sobre isso para não estragar as surpresas e o suspense, mas estou muito curiosa para saber no que se dá essa ideia de Aanor sobre Eliott ser o Enviado.


Esse livro é juvenil, e para quem gosta é um prato cheio! Quem já leu (ou assistiu) a série Harry Potter, Nárnia e outros livros de aventura e fantasia, com certeza vão gostar dessa introdução da série Oníria. Eu amei cada momento, ficava com aquela pulga atrás da orelha e logo depois as respostas apareciam, mas sempre com aquele suspense se Eliott iria sobreviver ou não. A narrativa é em terceira pessoa e isso tornou a leitura muito fluída, pois conhecemos mais de todos os personagens. 
Parry já me conquistou com sua escrita leve e que me levou a viver as aventuras ao lado de Eliott e seus amigos, desvendando os mistérios e se jogando em Oníria com toda determinação. Ela arrasou na criação de seus personagens e desse mundo único e tão diferente. 
- Nem tanto - respondeu Jov. - Ao contrário de vocês, terráqueos, não precisamos ser prudentes, nos cuidar ou nos alimentar direito para prolongar nossa existência, uma vez que isso não mudaria nada. Vivemos então sem estresse. É delicioso! Veja, eu, por exemplo, só como bombons, sorvetes, bolos e chocolates. Imagina alguém fazer isso no mundo moderno? 
A amizade é o ponto forte no livro. A amizade que surgiu gradativamente entre Katsia, Farjo, Aanor e Eliott me fez sorrir e torcer para que tudo desse certo nas aventuras deles, também sobre a importância do amor materno e paterno, pois uma criança sem o amor dos pais, pode trazer vários traumas no futuro e isso traz a revolta e rebeldia também. As gêmeas me mostraram o quanto o amor entre irmãos precisa ser forte e o apoio entre eles nesse momento difícil que estão passando, pois o pai -- bastante amado por eles -- estava numa situação que, se Eliott não correr contra o tempo, pode perder a vida de vez. Me trouxe a reflexão sobre o egoísmo de uns e a falta de consciência sobre o amor, sobre a compaixão e a preocupação com o próximo. É um livro com lindas mensagens, com toda certeza. 



É a primeira edição e as páginas são amareladas; a fonte é maravilhosa para uma ótima leitura; a capa segue o mesmo modelo da original e eu estou apaixonada por ela; encontrei erros de revisão e uns me incomodaram: ao mudar umas três, quatro vezes o nome do Farjo. Ora estava Farjo, ora estava Fargo. A tradução em si não está uma das melhores, uma pena.  
- Então esta é a razão pela qual vocês são procurados pela CRIMO? Porque libertam pesadelos, só isso? - perguntou Eliott.
- Só isso - confirmou Jov. - Mas, para os nossos amigos pesadelos, isso já é muito: significa que há esperança.
Compre o primeiro livro: Verus Editora



0










Nenhum comentário:

Postar um comentário

Que tal deixar a sua opinião registrada aqui no blog?! Nós ficamos muito felizes por saber o que você pensa e pela sua visita.
Comentários passam por moderação e são sempre respondidos! Caso queira ver a resposta, ative a notificação.